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O que diz a NBR 13714 sobre sistemas de hidrantes e mangotinhos

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Se você trabalha com construção, gestão predial e segurança contra incêndio, sabe que os sistemas de hidrantes e mangotinhos precisam responder rápido, funcionar bem e ajudar a salvar vidas. É por isso que entender a NBR 13714 faz tanta diferença no dia a dia de quem projeta, instala e mantém essas redes.

Quando seguimos um conjunto claro de regras técnicas, a segurança deixa de ser uma preocupação abstrata e passa a ser uma solução concreta, previsível e confiável. 

Hoje, vamos aprofundar o que a norma de hidrantes e mangotinhos determina, explicar os tipos de sistemas, os requisitos obrigatórios, os cuidados de instalação e manutenção. Aproveite a leitura! 

O que é a NBR 13714 e por que ela é essencial para sistemas de hidrantes e mangotinhos

A NBR 13714 é a principal referência técnica brasileira quando o assunto é proteção ativa contra incêndio por meio de redes de hidrantes e mangotinhos. 

Ela reúne os critérios para dimensionamento, instalação, desempenho e manutenção para que o sistema realmente funcione quando for acionado. Saiba mais! 

Objetivo da norma

O principal objetivo da NBR 13714 é garantir que os sistemas de hidrantes e mangotinhos entreguem um desempenho seguro e padronizado em situações reais de incêndio. 

A norma cria uma base técnica que impede improvisos, reduz riscos e assegura que todos os elementos trabalhem de forma integrada.

Ela também busca harmonizar projetos em todo o país, evitando variações perigosas entre edificações semelhantes. 

Onde a NBR 13714 se aplica (e onde não se aplica)

A NBR 13714 se aplica a todas as edificações que necessitam de sistemas de hidrantes ou mangotinhos, conforme exigência do Corpo de Bombeiros e de regulamentações estaduais. 

Aqui, estão incluídos desde prédios residenciais e comerciais até grandes indústrias, depósitos e centros logísticos. Sempre que a segurança contra incêndio exigir um sistema fixo para combate inicial ou avançado, essa norma é a que deve ser seguida.

Por outro lado, ela não se aplica a redes de incêndio específicas como sistemas automáticos de sprinklers, redes de água potável ou sistemas especiais de combate, como espuma ou CO₂. 

Nesses casos, outras normas complementares entram em cena. A própria NBR 13714 deixa claro seu foco: hidrantes e mangotinhos, com requisitos exclusivos para esses equipamentos.

Importância para o PPCI e para a segurança da edificação

Para qualquer edificação que dependa de um PPCI aprovado, atender à NBR 13714 é obrigatório. Os bombeiros utilizam a norma como referência direta durante análises, vistorias e renovação de AVCB. 

Sistemas fora de conformidade causam reprovações, atrasos na liberação do prédio e custos adicionais para adequação.

Mas, além da exigência legal, existe o aspecto mais importante: a proteção real. Um sistema de hidrantes ou mangotinhos mal dimensionado, com materiais fora de norma ou sem manutenção adequada, simplesmente não funciona quando deveria. 

Tipos de sistemas de hidrantes e mangotinhos previstos na NBR 13714

Antes de aprofundarmos os requisitos técnicos, é importante entender que a NBR 13714 divide os sistemas em categorias, cada uma com características próprias de operação, vazão e aplicação. 

Assim, fica mais fácil definir qual solução é mais adequada para cada tipo de edificação e nível de risco. Em outras palavras, não existe “um único sistema ideal”: existe o sistema ideal para a sua necessidade, conforme riscos, ocupação e exigências do Corpo de Bombeiros.

Sistema Tipo 1: Mangotinhos

O Sistema Tipo 1, conhecido como sistema de mangotinhos, é composto por carretéis ou mangueiras menores e mais leves, geralmente de 38 mm, projetadas para uso rápido e prático. 

A própria NBR 13714 prevê essa alternativa para edificações com carga de incêndio leve, como residências, pequenos comércios ou ambientes onde uma resposta inicial simples já é suficiente para controlar princípios de incêndio.

Os mangotinhos podem ser manuseados por pessoas treinadas da brigada interna sem exigir grande esforço físico, algo essencial em prédios residenciais ou ocupações onde não há equipes especializadas. 

Em alguns casos, a norma permite substituir o sistema completo de hidrantes por mangotinhos, desde que haja aprovação técnica e o risco da edificação seja compatível.

Sistema Tipo 2: Hidrantes

O Sistema Tipo 2 é aquele que a maioria das pessoas imagina quando pensa em combate a incêndio: hidrantes equipados com mangueiras de 1½” (38 mm) ou 2½” (63 mm), esguichos e demais acessórios armazenados em abrigos. 

Esse sistema é recomendado para edificações de médio risco, como prédios corporativos, escolas, comércios maiores, galpões e áreas onde o fogo pode se propagar com mais intensidade.

A grande diferença está na vazão e na robustez do sistema. Os hidrantes exigem maior pressão, tubulações mais robustas e um conjunto de bombeamento adequado para sustentar o fluxo contínuo de água.

Como se trata de um sistema mais completo, o Tipo 2 também exige maior atenção ao dimensionamento e ao cumprimento rigoroso da NBR 13714 para assegurar que o sistema entregue o desempenho esperado em uma emergência.

Sistema Tipo 3: Hidrantes de maior vazão

O Sistema Tipo 3 é o mais robusto previsto pela norma, voltado para edificações de alto risco, como indústrias, depósitos com grande carga de incêndio e centros logísticos com materiais combustíveis. 

Nessas situações, é necessário um volume muito maior de água e uma pressão capaz de sustentar operações prolongadas.

Aqui, a norma exige hidrantes de maior vazão, mangueiras de diâmetro ampliado, reserva de incêndio compatível e bombas dimensionadas para atuar de forma intensa e contínua. 

Normalmente, esse tipo de sistema é utilizado por bombeiros profissionais ou brigadas industriais treinadas, porque o equipamento é mais pesado e exige maior preparo técnico.

Requisitos técnicos da NBR 13714 para sistemas de hidrantes e mangotinhos

Antes de instalar ou dimensionar qualquer ponto de hidrante ou mangotinho, a NBR 13714 estabelece uma série de critérios técnicos que definem pressão mínima, vazões necessárias, materiais permitidos, diâmetros das tubulações e até como os equipamentos devem ser armazenados.

Vamos detalhar cada um dos elementos exigidos pela norma.

Dimensionamento e vazões mínimas

A NBR 13714 determina que o dimensionamento do sistema seja baseado na ocupação da edificação, altura, área de proteção, risco de incêndio e quantidade de pontos necessários. Isso garante que o sistema ofereça água suficiente, na vazão ideal, para controlar o fogo em seus estágios iniciais ou avançados.

A norma define vazões mínimas que variam conforme o tipo de sistema:

  • Para mangotinhos, o volume exigido é menor, já que a operação é inicial e mais simples
  • Para hidrantes, especialmente em sistemas de maior porte, a vazão deve ser capaz de sustentar o uso simultâneo de mais de um ponto.

Um dimensionamento mal feito compromete todo o funcionamento do sistema, por isso, é obrigatório que esse cálculo seja realizado por engenheiro habilitado.

Pressão, alcance do jato e desempenho hidráulico

Outro ponto fundamental da NBR 13714 é garantir que o sistema opere dentro de uma pressão mínima adequada, capaz de gerar um jato contínuo, estável e com alcance suficiente para proteger a área. 

A norma estabelece pressões mínimas para o ponto mais desfavorável do sistema, ou seja, aquele mais distante ou mais alto, e define critérios para verificar o desempenho do jato em testes reais. Isso inclui medir o alcance, a estabilidade e a capacidade de manter o fluxo durante todo o tempo de operação.

Quando a pressão está abaixo do recomendado, o sistema perde eficiência; quando está acima, aumenta o desgaste e cria risco de rompimento. Por isso, garantir o equilíbrio hidráulico é essencial para segurança e durabilidade.

Tubulações: diâmetros, materiais e cores exigidas

A NBR 13714 define que a tubulação principal deve ter diâmetro mínimo de 63 mm, enquanto as derivações para mangotinhos utilizam diâmetros menores, como 38 mm, conforme o tipo de sistema instalado. Esses valores são definidos para que a água chegue com volume e pressão suficientes a cada ponto.

Quanto aos materiais, a norma exige tubulações e conexões certificadas, resistentes à pressão e adequadas para sistemas de combate a incêndio, como tubos galvanizados e de  aço carbono.

A cor vermelha para tubulações aparentes também é uma exigência importante. Ela facilita a identificação rápida durante emergências e segue o padrão de segurança adotado nacionalmente.

Localização correta dos pontos de hidrante e mangotinho

A NBR 13714 determina que os pontos de hidrante e mangotinho devem ser instalados em locais estratégicos da edificação, como corredores, halls, proximidades de escadas e locais de circulação.

A localização deve considerar obstáculos, distâncias máximas de cobertura e facilidade de operação, afinal, um ponto isolado, escondido ou mal posicionado perde grande parte de sua utilidade. 

A norma também orienta que os equipamentos sejam instalados a alturas que facilitem o manuseio, evitando riscos ou dificuldades para a brigada.

Abrigos, mangueiras e esguichos

Os abrigos são parte essencial do sistema e devem seguir padrões definidos na norma, com dimensões adequadas, ventilação, resistência e espaço interno para acomodar todos os equipamentos necessários. 

Cada abrigo deve permitir acesso rápido e desobstruído, garantindo que a operação seja simples mesmo em situações de estresse.

As mangueiras devem ser certificadas, compatíveis com o tipo de hidrante e armazenadas de forma correta (em formato “zigue-zague”, “em 8” ou em carretéis), conforme a NBR 12779. 

Os esguichos devem permitir a regulagem adequada do jato e atender aos padrões de desempenho estabelecidos pela norma.

Equipamentos obrigatórios por ponto

A tabela 2 da NBR 13714 lista todos os equipamentos obrigatórios para cada ponto de hidrante ou mangotinho:

  • Registro angular ou válvula globo;
  • Conexões certificadas;
  • Mangueira compatível com o tipo de sistema;
  • Esguicho regulável;
  • Abrigo adequado;
  • Sinalização clara e visível.

Esses elementos trabalham juntos para que o sistema seja completo, confiável e pronto para uso imediato. A ausência de qualquer item pode comprometer a operação ou gerar reprovação no PPCI.

Instalação dos sistemas de hidrantes e mangotinhos na prática

A NBR 13714 deixa claro que a instalação deve seguir um projeto técnico detalhado, respeitar os cálculos hidráulicos e atender às condições da edificação. Entenda melhor! 

Projeto técnico e cálculos hidráulicos obrigatórios

A primeira etapa para instalar hidrantes e mangotinhos é a elaboração de um projeto técnico assinado por um engenheiro habilitado. Esse projeto deve conter todos os cálculos necessários para garantir o desempenho mínimo exigido pela NBR 13714.

Os cálculos hidráulicos consideram fatores como altura da edificação, distâncias horizontais, número de pavimentos, áreas protegidas, riscos de incêndio e simultaneidade de uso dos pontos

Tudo isso influencia diretamente a pressão disponível e a vazão que o sistema será capaz de entregar. 

Execução e conferência do “como construído”

Depois que o projeto é aprovado, começa a fase de instalação. Aqui, cada detalhe importa: 

  • Rota das tubulações;
  • Conexões utilizadas;
  • Apoio e fixação;
  • Alturas dos abrigos;
  • Posicionamento das válvulas;
  • Tipos de registro;
  • Soldas

Tudo precisa seguir fielmente o que foi especificado no projeto técnico.

Ao final da instalação, é obrigatório realizar a conferência do “como construído” (as built). Esse documento compara o que foi executado com o que foi projetado, e é fundamental para demonstrar conformidade no processo de obtenção do AVCB.

Ensaios de funcionamento e aceitação

A NBR 13714 exige que, após a instalação, o sistema passe por ensaios operacionais para comprovar que atende às pressões e vazões mínimas. Esses testes incluem:

  • Ensaio de vazão e pressão no ponto mais desfavorável;
  • Acionamento real da bomba;
  • Verificação do alcance do jato;
  • Checagem de estanqueidade da tubulação;
  • Avaliação de funcionamento dos registros e esguichos.

Esses ensaios seguem os critérios do Anexo C da norma, que define exatamente como os testes devem ser realizados e quais parâmetros precisam ser atingidos.

Somente após a aprovação nesses testes o sistema é considerado apto a operar, e é essa certificação que viabiliza a aprovação do AVCB.

Manutenção e inspeções obrigatórias conforme a NBR 13714

Depois que o sistema de hidrantes e mangotinhos é instalado e aprovado, o trabalho não termina. 

A NBR 13714 reforça que a manutenção contínua é fundamental para que o sistema funcione perfeitamente no momento em que for necessário.  

Sem essa manutenção, até o sistema mais bem projetado e instalado pode falhar. E, como o combate a incêndio não permite margem de erro, manter tudo em ordem é uma obrigação técnica e legal para qualquer edificação que dependa de AVCB ou PPCI.

Periodicidade das vistorias

A norma determina que o sistema seja inspecionado regularmente, seguindo uma periodicidade mínima que garanta a detecção de problemas antes que eles comprometam a segurança. Essas vistorias incluem verificar:

  • Condições das tubulações;
  • Integridade dos registros e válvulas;
  • Estado dos abrigos;
  • Acessibilidade e sinalização;
  • Condições das mangueiras e esguichos;
  • Funcionamento das bombas e sensores.

As inspeções devem ser registradas em relatório formal e assinadas por profissional habilitado. Essa documentação é frequentemente exigida durante renovações de AVCB ou auditorias internas.

Testes hidrostáticos e funcionamento das bombas

Além das vistorias visuais, a NBR 13714 exige testes específicos para garantir o desempenho do sistema. 

Entre eles, está o teste hidrostático, que avalia a resistência e estanqueidade das tubulações e conexões sob pressão. Esse teste é essencial para detectar vazamentos, corrosão interna, fissuras e desgastes que possam comprometer a operação.

Outro ponto crítico é o teste periódico da bomba de incêndio, que deve verificar:

  • Acionamento automático e manual;
  • Estabilidade da pressão;
  • Vazão contínua;
  • Resposta em condições reais.

Condições de conservação das mangueiras e abrigos

As mangueiras exigem cuidados especiais. A NBR 13714 reforça que elas devem estar sempre:

  • Secas;
  • Dobradas corretamente;
  • Sem rasgos ou desgaste;
  • Dentro do prazo de validade;
  • Prontas para uso imediato.

Toda mangueira deve ser submetida a inspeções periódicas, incluindo testes de pressão conforme normas complementares. Já os abrigos precisam estar íntegros, ventilados, organizados e com fácil acesso. 

O conjunto mangueira–esguicho–abrigo é parte essencial do sistema, e qualquer falha nesse trio pode impedir o combate inicial ao fogo.

Onde comprar materiais certificados para sistemas de hidrantes e mangotinhos

Quando o assunto é sistemas de combate a incêndio, não existe espaço para improviso, materiais de baixa qualidade ou componentes fora de norma. 

A NBR 13714 é clara: todos os itens instalados precisam ser certificados, compatíveis com o sistema e capazes de suportar pressão, vazão e condições reais de operação

É isso que garante a segurança do sistema e também evita reprovações no PPCI ou no AVCB.

Na prática, isso significa escolher fornecedores que realmente entendem do assunto e entregam produtos confiáveis, com procedência, documentação técnica e atendimento especializado. 

É nesse ponto que a Quality Tubos se destaca, oferecendo os materiais certos e também a orientação adequada para cada tipo de projeto.

Tubos, conexões, válvulas, mangueiras e acessórios certificados

Para dimensionar e instalar sistemas de hidrantes e mangotinhos com segurança, você precisa de materiais que atendam às normas da ABNT e suportem as exigências do sistema. Na Quality Tubos, você encontra:

  • Tubos galvanizados certificados;
  • Conexões para alta pressão;
  • Registros angulares e válvulas globo;
  • Mangueiras de incêndio normatizadas;
  • Esguichos reguláveis;
  • Abrigos adequados para hidrantes e mangotinhos;
  • Itens complementares como adaptadores, engates e suportes.

Todos os produtos seguem padrões técnicos rigorosos e são compatíveis com as exigências da NBR 13714. Acesse a nossa loja virtual e confira toda a nossa linha para redes de incêndio

FAQ sobre sistemas de hidrantes e mangotinhos

Para finalizar, aqui estão algumas das dúvidas mais comuns de quem trabalha com projetos, instalações ou manutenção de sistemas de combate a incêndio. 

Qual a diferença prática entre hidrante e mangotinho?

O hidrante oferece vazão maior e é destinado a riscos mais elevados, sendo operado principalmente por brigadistas treinados e equipes de bombeiros.

O mangotinho é mais prático, leve e fácil de usar, indicado para ocupações com risco menor ou para combate inicial rápido. Ele pode substituir um sistema completo de hidrantes em alguns casos, desde que aprovado tecnicamente.

Preciso instalar hidrantes ou mangotinhos em todos os pavimentos?

Depende do projeto e da classificação da edificação. A NBR 13714 define distâncias máximas de cobertura e distribuição dos pontos. 

Em locais pequenos, como mezaninos ou salas técnicas com menos de 100 m², a instalação pode ser dispensada se áreas adjacentes tiverem cobertura adequada.

Quem pode operar o sistema em uma emergência?

O manuseio deve ser feito por brigadistas treinados ou bombeiros civis. No caso dos mangotinhos, pessoas treinadas da própria edificação podem operar o equipamento com mais facilidade, devido ao peso e ao formato do carretel.

Quais são os erros mais comuns que levam à reprovação no PPCI?

Entre os principais erros, destacam-se:

  • Uso de materiais fora de norma;
  • Tubulações subdimensionadas;
  • Ausência de testes e manutenção;
  • Abrigos inadequados ou mal posicionados;
  • Falta de sinalização correta.

Grande parte desses problemas é evitada com projeto técnico adequado e aquisição de materiais certificados.

Com que frequência devo fazer manutenção no sistema?

A NBR 13714 exige inspeções periódicas, testes hidrostáticos, verificação das bombas, avaliação das mangueiras e conferência geral dos componentes. 

A frequência pode variar conforme o risco da edificação, mas deve ser realizada por profissional habilitado e registrada formalmente.

Onde posso comprar materiais certificados para meu sistema de hidrantes e mangotinhos?

Na Quality Tubos, você encontra tudo o que precisa: tubos, conexões, mangueiras, esguichos, válvulas e acessórios – todos certificados, seguros e compatíveis com as exigências da NBR 13714. Acesse e confira!

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O papel da pressurização nos sistemas de sprinklers e hidrantes

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A pressurização nos sistemas de sprinklers e hidrantes é um daqueles assuntos que, à primeira vista, pode parecer apenas técnico mas que, na prática, tem tudo a ver com segurança, tranquilidade e proteção do lugar onde você vive ou trabalha. 

Quando falamos de prevenção e combate a incêndios, cada válvula, tubo e bomba tem um papel claro na solução que mantém uma edificação segura, pronta para reagir no segundo em que for preciso. E no centro desse funcionamento está a capacidade de manter a pressão correta na rede.

Ao longo deste conteúdo, vamos aprofundar o tema pressurização em sistemas de combate a incêndio, explicando como tudo funciona, quais normas regulam o processo, os riscos de uma pressão inadequada e o que você pode fazer para garantir um sistema confiável. Vamos juntos?

O que é pressurização nos sistemas de sprinklers e hidrantes

A pressurização é a força que faz a água se mover pela tubulação com intensidade suficiente para cumprir seu papel no combate às chamas

Em sistemas de sprinklers e hidrantes, ela faz com que a água chegue ao ponto certo, no momento certo, com o volume e a velocidade adequados. Sem essa força, todo o sistema perde eficiência.

  • Nos sprinklers, a pressão é o que transforma a água em uma névoa ou jato capaz de controlar rapidamente o foco inicial do incêndio;
  • Nos hidrantes, é ela que permite aos bombeiros operar a mangueira e alcançar distâncias maiores, mantendo uma vazão constante durante a operação. 

Quanto maior a precisão da pressurização, maior também a eficiência do sistema como um todo.

Quando a pressão está abaixo do ideal, os riscos são:

  • Jato de água curto, incapaz de alcançar o foco do incêndio;
  • Redução drástica da vazão, tornando o sistema praticamente inoperante;
  • Atraso no controle das chamas, permitindo que o fogo se espalhe;
  • Falha total dos sprinklers, que podem não abrir ou não pulverizar corretamente;
  • Necessidade de intervenção manual em situações que deveriam ser automáticas.

Como funciona a pressurização nos sistemas de sprinklers

Nos sistemas de sprinklers, a pressurização é o que faz com que a água seja liberada de forma rápida, uniforme e direcionada para onde o calor é detectado. 

Assim que um sprinkler abre, o sistema precisa manter a força da água suficiente para controlar ou extinguir o foco antes que ele se espalhe.

Acionamento automático e distribuição da água

O acionamento dos sprinklers não depende de sensores eletrônicos ou de um comando externo: é o calor do incêndio que provoca a abertura do bico por meio de um bulbo de vidro ou elemento fusível

A partir desse momento, a água armazenada na rede pressurizada é liberada imediatamente. Aqui, a pressurização cumpre duas funções essenciais:

  1. Garantir que a água saia com velocidade suficiente para formar a névoa ou o padrão de pulverização correto;
  2. Permitir que apenas os sprinklers diretamente expostos ao calor sejam acionados, evitando desperdício e danos desnecessários.

A distribuição é calculada para cobrir a área de risco com uniformidade. Sem a pressão certa, esse desenho de cobertura se desfaz e o combate inicial perde eficiência.

Pressão mínima conforme normas da ABNT (NBR 10897)

A ABNT NBR 10897 estabelece parâmetros específicos para garantir que os sprinklers funcionem como esperado. As pressões mínimas variam de acordo com o risco da edificação, mas, de forma geral:

  • Em riscos leves (como escritórios, escolas e residências), a pressão costuma ficar entre 0,5 e 1,2 bar por sprinkler;
  • Em riscos especiais e industriais, a pressão mínima pode ultrapassar 2,0 bar, devido à maior demanda de controle das chamas.

Quando o sistema não atende à pressão mínima, perde-se justamente o tempo em que o fogo ainda está contido e que determina o sucesso do combate.

Problemas comuns de pressão em sprinklers

Mesmo sistemas bem projetados podem desenvolver falhas de pressurização ao longo do tempo. Entre os problemas mais frequentes estão:

  • Vazamentos invisíveis, que reduzem gradualmente a pressão na tubulação;
  • Obstruções internas, causadas por corrosão, partículas ou falta de manutenção;
  • Bomba de incêndio subdimensionada ou mal regulada, incapaz de fornecer a vazão necessária por ponto;
  • Pressão estática adequada, mas pressão residual insuficiente durante o fluxo, o que ocorre quando o cálculo hidráulico não considera o ponto mais desfavorável da rede;
  • Golpe de aríete e instabilidades, que prejudicam o desempenho e podem comprometer conexões.

Quando qualquer um desses fatores entra em cena, o sprinkler até pode abrir, mas a água não fará o trabalho necessário. Por isso, monitorar e testar regularmente a pressão é um passo indispensável para manter o sistema seguro e confiável.

Como a pressurização funciona nos sistemas de hidrantes

Nos sistemas de hidrantes, a pressurização faz com que a água saia com força suficiente para ser utilizada pelos bombeiros em mangueiras internas ou hidrantes de coluna externos. 

Aqui, diferentemente dos sprinklers, a operação é manual, mas a necessidade de pressão é igualmente crítica.

Exigências de pressão e vazão (NBR 13714)

A ABNT NBR 13714, norma que regulamenta os sistemas de hidrantes e mangotinhos, estabelece valores mínimos de pressão e vazão que devem ser atendidos mesmo no cenário mais crítico da rede.

Para hidrantes do tipo:

  • 40 mm: vazão mínima de 300 L/min;
  • 65 mm: vazão mínima de 900 L/min.

Esses valores precisam ser alcançados junto à pressão residual, ou seja, com a água realmente escoando, não apenas na pressão estática. O objetivo é que o bombeiro consiga operar a mangueira com estabilidade, sem queda de desempenho ao longo do uso.

A norma também exige que os cálculos considerem toda a extensão da tubulação, suas perdas de carga e a altura manométrica para evitar subdimensionamento. Se qualquer requisito não for atendido, o sistema pode ser reprovado durante a emissão do AVCB.

Papel das bombas de incêndio no desempenho dos hidrantes

Mesmo quando o reservatório está bem dimensionado, a gravidade por si só raramente consegue gerar a pressão necessária para atender normas e garantir a operação segura das mangueiras.

As bombas têm três funções essenciais:

  • Pressurizar toda a rede de hidrantes, garantindo pressão e vazão suficientes mesmo nos pontos mais altos ou distantes;
  • Entrar em funcionamento automaticamente, por meio de pressostatos, sempre que a pressão cair abaixo do nível ideal;
  • Manter a estabilidade da água em fluxo, algo indispensável para evitar falhas no momento do combate.

Além disso, é obrigatório que exista uma bomba reserva, com as mesmas características da bomba principal, pronta para assumir o sistema caso ocorra qualquer falha.

Importância do ponto mais desfavorável na rede

No cálculo hidráulico dos hidrantes, existe um elemento-chave que define se o sistema realmente está seguro: o ponto mais desfavorável

Esse é o hidrante localizado no trecho mais distante, mais alto ou mais crítico da rede e é exatamente nele que os parâmetros mínimos de pressão e vazão precisam ser garantidos.

Se o ponto mais desfavorável funciona corretamente, todo o restante da rede estará automaticamente dentro dos padrões. O contrário também é verdadeiro.

Ao dimensionar a rede com base nesse ponto, o projetista compensa fatores como:

  • Altura manométrica elevada;
  • Perdas de carga acumuladas;
  • Distância entre reservatório e hidrante;
  • Variações de demanda durante a operação.

Tratar o ponto mais desfavorável com seriedade significa, na prática, garantir que o sistema não falhe justamente quando mais precisa entregar desempenho.

Leia também: Passo a passo: como instalar um sistema de hidrantes com tubos galvanizados

Como identificar falhas de pressurização

Identificar falhas na pressurização nos sistemas de sprinklers e hidrantes é essencial para evitar riscos estruturais, falhas operacionais e, principalmente, prejuízos em situações reais de emergência

A boa notícia é que muitos sinais surgem antes de um problema maior, desde que o sistema seja monitorado corretamente.

Sinais de pressão baixa ou excessiva

Pressão baixa costuma indicar:

  • Vazamentos na tubulação
  • Bombas de incêndio desreguladas ou com defeito
  • Acúmulo de ar nos sistemas
  • Válvulas parcialmente fechadas
  • Perda de carga excessiva por tubulações subdimensionadas

A pressão excessiva, por outro lado, pode revelar:

  • Bombas superdimensionadas;
  • Falha no controlador de bombas;
  • Válvulas redutoras de pressão mal reguladas;
  • Golpe de aríete ou oscilações hidráulicas.

Ambos os cenários colocam o sistema em risco, seja pela água que não chega com força suficiente ou pela possibilidade de rompimento de componentes.

Testes obrigatórios e inspeções periódicas

A legislação brasileira exige uma rotina de verificações para garantir o desempenho hidráulico. Entre os principais testes estão:

  • Teste semanal das bombas de incêndio, garantindo partida automática e pressão adequada;
  • Inspeção mensal das válvulas, registros e indicadores de pressão;
  • Testes trimestrais de fluxo em hidrantes e mangotinhos;
  • Testes anuais completos de desempenho, incluindo medição de pressão e vazão no ponto mais desfavorável.

Esses testes seguem orientações das normas NBR 13714 (hidrantes) e NBR 10897 (sprinklers), que estabelecem limites mínimos para vazão e pressão.

Materiais certificados para redes de incêndio é na Quality Tubos

Para que a pressurização nos sistemas de sprinklers e hidrantes funcione como deve, não basta ter bombas eficientes ou cálculos hidráulicos bem feitos, é fundamental que tubos, conexões, registros e esguichos sejam certificados, resistentes e projetados para suportar pressão contínua e situações críticas.

Na Quality Tubos, você encontra uma linha completa de materiais para redes de incêndio, todos com qualidade comprovada, excelente durabilidade e conformidade com as normas da ABNT

  • Tubos galvanizados de alta resistência
  • Conexões roscáveis e para solda, com vedação confiável
  • Válvulas, registros e hidrantes para redes internas e externas
  • Esguichos reguláveis para controle de jato e neblina
  • Acessórios e componentes certificados, prontos para suportar variações de pressão

Cada item é selecionado para oferecer desempenho superior em sistemas pressurizados, garantindo que a água chegue onde precisa, com força e segurança. Garanta agora os materiais ideais para redes de incêndio na loja virtual da Quality Tubos

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Normas técnicas essenciais para projetos de rede de incêndio

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Quando o assunto é segurança, nada pode ser deixado para depois, especialmente as normas técnicas para rede de incêndio. Elas são a base para que cada detalhe do sistema funcione corretamente em situações de emergência. 

Mais do que uma obrigação técnica, seguir as normas é também uma solução inteligente para quem busca eficiência e confiabilidade. Projetos baseados em normas atualizadas reduzem riscos, otimizam custos e facilitam a aprovação junto aos órgãos competentes, como o Corpo de Bombeiros. 

Ao longo deste conteúdo, vamos abordar as principais normas brasileiras de prevenção e combate a incêndios, entender o papel de cada uma delas, conhecer erros comuns em projetos e destacar como manter os sistemas sempre em conformidade. 

Se você quer garantir que seu projeto atenda aos mais altos padrões de segurança e qualidade, continue a leitura

A importância das normas técnicas em sistemas de combate a incêndio

Quando falamos em prevenção e combate a incêndios, cada detalhe técnico faz diferença. As normas existem justamente para padronizar os procedimentos, assegurando que todas as etapas – do projeto à instalação – sejam realizadas de forma segura e eficiente. 

Elas determinam critérios de dimensionamento, escolha de materiais, testes, sinalização e manutenção, tornando-se um guia indispensável para engenheiros, instaladores e empresas responsáveis por edificações de qualquer porte.

Principais normas brasileiras para projetos de rede de incêndio

O Brasil possui uma série de normas da ABNT voltadas à proteção contra incêndios. Nem todas se aplicam a cada tipo de projeto, mas há um grupo considerado essencial, sobretudo para quem atua com redes hidráulicas de combatecomo hidrantes, sprinklers e sistemas pressurizados

Conhecer as principais normas é o primeiro passo para elaborar um projeto seguro, eficiente e em conformidade com o Corpo de Bombeiros.

ABNT NBR 13714: Instalações hidráulicas de combate a incêndio –  hidrantes e mangotinhos

A NBR 13714 é a base de qualquer projeto de rede de incêndio. Ela define todos os requisitos para dimensionamento, instalação e operação de sistemas de hidrantes e mangotinhos, incluindo parâmetros de vazão, pressão, diâmetro das tubulações e tipo de materiais utilizados. 

Essa norma é aplicada tanto em edificações residenciais quanto comerciais e industriais, adaptando-se ao risco de ocupação de cada ambiente.

Um ponto fundamental é a escolha dos materiais adequados, que precisam suportar altas pressões e temperaturas sem comprometer a segurança. Tubos e conexões certificados, por exemplo, garantem maior durabilidade e resistência, algo fundamental em situações de emergência. 

É por isso que fabricantes e distribuidores especializados, como a Quality Tubos, oferecem linhas completas de produtos compatíveis com as exigências da NBR 13714.

Além do dimensionamento técnico, a norma também aborda aspectos práticos, como a localização dos hidrantes, a acessibilidade dos pontos de tomada de água e os métodos de ensaio e manutenção. 

ABNT NBR 10897: Sistemas de sprinklers automáticos

A NBR 10897 estabelece as diretrizes para o projeto, instalação e manutenção dos sistemas de sprinklers – os chuveiros automáticos que liberam água assim que detectam aumento de temperatura. Essa norma é indispensável em ambientes de grande circulação ou risco elevado, como indústrias, centros comerciais e estacionamentos.

Entre os pontos que ela regula estão o cálculo hidráulico, a distância entre aspersores, o tipo de risco (leve, ordinário ou extra) e os testes de funcionamento e aceitação. Cada categoria de risco determina diferentes vazões e pressões, o que reforça a importância de seguir os parâmetros técnicos de forma rigorosa.

Integrar sprinklers com o sistema de hidrantes é uma prática recomendada para projetos mais completos, garantindo uma resposta rápida e eficiente no controle inicial do fogo. 

ABNT NBR 12693: Sistemas de proteção por extintores de incêndio

Complementando as redes fixas de hidrantes e sprinklers, a NBR 12693 regulamenta o uso de extintores portáteis e sobrerrodas. Ela define critérios de localização, tipo de agente extintor, sinalização e manutenção periódica, para que esses equipamentos estejam sempre prontos para uso imediato.

Essa norma é especialmente importante porque muitos princípios de incêndio podem ser controlados rapidamente com o uso correto de um extintor, desde que ele esteja no local certo e em condições adequadas. Por isso, o projeto de proteção deve sempre prever a disposição estratégica desses equipamentos.

Seguir a NBR 12693 também significa estar preparado para inspeções e vistorias obrigatórias, já que o Corpo de Bombeiros verifica se todos os equipamentos estão instalados e identificados conforme as especificações da norma.

ABNT NBR 10898: Sistemas de iluminação de emergência

Em uma situação de incêndio, a visibilidade pode ser comprometida pela fumaça ou pela interrupção do fornecimento de energia. É aí que entra a NBR 10898, que trata dos sistemas de iluminação de emergência. Ela estabelece os critérios para o funcionamento automático das luzes, autonomia mínima, localização dos pontos de iluminação e intensidade luminosa necessária para guiar as pessoas até um local seguro.

A norma diferencia dois tipos de iluminação: 

  • De aclaramento: que permite a visualização de obstáculos e rotas;
  • De balizamento: que indica claramente o sentido da fuga. 

Um projeto eficiente deve prever ambos, posicionando luminárias em escadas, mudanças de direção e saídas de emergência.

ABNT NBR 13434: Sinalização de segurança contra incêndio e pânico

A NBR 13434 é responsável por estabelecer as regras para a sinalização de emergência em edificações. Embora muitos a associem apenas a placas de saída, a norma vai muito além, e define o uso de cores, pictogramas, dimensões e posicionamento de todos os sinais relacionados à segurança contra incêndio e evacuação de áreas de risco.

Essa padronização é essencial porque, em situações de emergência, a comunicação visual precisa ser imediata e universal – não pode depender de interpretação. 

A norma também orienta sobre a fotoluminescência (capacidade da placa brilhar no escuro), o que é fundamental para a segurança durante quedas de energia. A correta aplicação da NBR 13434 complementa o sistema de iluminação de emergência, ajudando a conduzir as pessoas de forma segura e intuitiva até os pontos de saída.

Leia também: Como escolher a melhor mangueira de incêndio e suas características

ABNT NBR 5626: Instalação predial de água fria

Embora não seja uma norma exclusivamente voltada ao combate a incêndio, a NBR 5626 tem papel importante nos projetos de abastecimento de água para hidrantes e sprinklers. Ela define os princípios básicos de dimensionamento, pressão e instalação das redes de água fria em edificações, incluindo as conexões com reservatórios e bombas de pressurização.

Seguir essa norma assegura que o sistema hidráulico funcione de forma eficiente, evitando vazamentos, perdas de pressão e incompatibilidades de material que podem comprometer o desempenho dos sistemas de incêndio. Em projetos integrados, ela atua em conjunto com a NBR 13714, servindo como referência para o cálculo e a execução das tubulações.

ABNT NBR 17240: Sistemas de detecção e alarme de incêndio

Nenhum sistema de combate a incêndio está completo sem um bom sistema de detecção e alarme, e é justamente isso que a NBR 17240 regulamenta. Ela define os requisitos para projeto, instalação, comissionamento e manutenção de sistemas automáticos de detecção, sinalização e alarme, englobando detectores de fumaça, calor e gases, além dos acionadores manuais e sirenes.

O principal objetivo é fazer com que a resposta ao incêndio seja imediata, minimizando danos e possibilitando que as pessoas evacuem o local de forma segura. A norma também padroniza os níveis de sensibilidade dos detectores, as zonas de alarme, a alimentação elétrica e os testes de funcionamento.

Quando integrada com as demais normas, a NBR 17240 assegura que todo o sistema atue em sincronia, resultando em uma rede de proteção inteligente.

Boas práticas para aplicar as normas na prática

Com tantas normas interligadas, o desafio não está só em conhecê-las, mas em aplicá-las corretamente no dia a dia. Um projeto de rede de incêndio eficiente é aquele que consegue equilibrar segurança, funcionalidade e viabilidade técnica, sem perder de vista os requisitos legais e operacionais.

Entre as boas práticas mais importantes estão:

  • Consultar as normas atualizadas: as revisões da ABNT são frequentes, e pequenas mudanças podem impactar diretamente o projeto.
  • Trabalhar com materiais certificados: tubos, conexões, válvulas e bombas precisam atender às especificações normativas, especialmente quanto à pressão e resistência.
  • Integrar as disciplinas de projeto: hidráulica, elétrica e arquitetura devem trabalhar de forma coordenada para evitar incompatibilidades.
  • Registrar e testar tudo: ensaios de pressão, testes de fluxo e relatórios técnicos são indispensáveis para a aprovação junto ao Corpo de Bombeiros.

Essas práticas garantem não apenas o cumprimento das exigências legais, mas também a confiabilidade e durabilidade do sistema.

Por que seguir as normas é uma questão de segurança – e não só de burocracia

É comum que as normas sejam vistas apenas como um requisito técnico, mas, na prática, elas representam vidas protegidas e patrimônio preservado. Em um incêndio, cada segundo conta, e um sistema mal dimensionado ou instalado fora do padrão pode fazer toda a diferença entre um pequeno incidente e uma tragédia.

Além disso, a conformidade normativa é essencial para:

  • Obter o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros);
  • Evitar penalidades legais e paralisações de obras;
  • Garantir cobertura de seguros, já que muitas seguradoras exigem projetos certificados;
  • Aumentar o valor e a credibilidade do empreendimento.

Seguir as normas é, portanto, um investimento direto em segurança, eficiência e reputação.

As normas técnicas para projetos de rede de incêndio são o alicerce da segurança em qualquer edificação. Elas orientam desde o dimensionamento hidráulico até a sinalização de evacuação, garantindo que cada componente do sistema cumpra seu papel com eficiência.

Mais do que um conjunto de regras, elas representam um compromisso com a vida e com a qualidade dos projetos. Ao aplicá-las corretamente e com o suporte de materiais certificados, é possível construir sistemas confiáveis, seguros e duradouros.

A Quality Tubos oferece produtos que atendem às principais normas brasileiras, ajudando empresas e profissionais a desenvolver projetos de incêndio em total conformidade e segurança. Confira nossa linha completa para redes de incêndio!   

 

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Tipos de caixas de incêndio e suas aplicações

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As caixas de incêndio são elementos fundamentais para a segurança de qualquer edificação, sejam residenciais, comerciais ou industriais. Elas abrigam os equipamentos essenciais para o combate imediato ao fogo, como mangueiras, registros e esguichos, garantindo que a água chegue com eficiência ao ponto de incêndio. 

Escolher a caixa de incêndio adequada não se resume ao tamanho ou ao modelo, mas envolve analisar o tipo de mangueira, a localização, a acessibilidade e a resistência do material. Esses fatores determinam se a rede será capaz de atuar de forma segura e rápida, minimizando riscos para pessoas e patrimônio.

Hoje, vamos explicar os diferentes tipos de caixas de incêndio, suas características, aplicações ideais, critérios de escolha, manutenção e boas práticas de instalação, ajudando a garantir que sua rede de combate a incêndio funcione com total confiabilidade.

O que são caixas de incêndio e por que são essenciais

As caixas de incêndio são compartimentos projetados para armazenar os equipamentos necessários para o combate rápido a incêndios. Elas servem como um ponto centralizado, organizando mangueiras, registros de gaveta, esguichos e conexões de forma que estejam imediatamente disponíveis em caso de emergência.

Além de facilitar o acesso, as caixas protegem os equipamentos contra danos, sujeira e desgaste, garantindo que a mangueira mantenha a integridade e o fluxo de água adequado. 

Um sistema de incêndio só é eficiente quando todos os elementos estão em condições perfeitas, e a caixa de incêndio é um componente crítico para essa confiabilidade.

Tipos de caixas de incêndio

Existem diferentes tipos de caixas de incêndio, cada uma projetada para atender a necessidades específicas de espaço, visibilidade e acesso rápido. Conhecer essas diferenças ajuda a garantir que o equipamento seja funcional e adequado ao ambiente em que será instalado.

Caixas de incêndio de embutir

As caixas de incêndio de embutir são instaladas dentro da parede, deixando apenas a porta visível. Esse tipo proporciona um acabamento discreto e elegante, ideal para ambientes que exigem estética sem comprometer a funcionalidade.

Entre suas vantagens estão a proteção contra impactos e vandalismo, além de reduzir o risco de acidentes causados por cantos salientes. Normalmente, são indicadas para prédios comerciais, residenciais e locais de tráfego intenso, onde o acesso rápido é necessário, mas a aparência não pode ser comprometida.

Caixas de incêndio de sobrepor

Por outro lado, as caixas de incêndio de sobrepor são fixadas sobre a superfície da parede, tornando o equipamento visível e facilmente acessível. Esse modelo facilita a manutenção e permite que qualquer falha seja rapidamente identificada e corrigida.

As caixas de sobrepor são recomendadas para galpões industriais, estacionamentos e áreas externas cobertas, onde a visibilidade imediata do equipamento pode acelerar o combate ao incêndio e reduzir os riscos de propagação.

Caixas de incêndio simples e dupla

As caixas podem ser simples ou duplas, dependendo da quantidade de equipamentos que precisam ser acomodados.

  • Caixa simples: abriga uma única mangueira com os acessórios básicos, sendo suficiente para áreas menores ou edificações com menor risco.
  • Caixa dupla: oferece espaço para mangueiras adicionais e equipamentos complementares, indicada para áreas maiores ou edificações com maior fluxo de pessoas, garantindo que o sistema de combate a incêndio tenha capacidade ampliada e redundância em caso de falha de um equipamento.

A escolha entre simples e dupla depende da demanda da cobertura, do risco da edificação e do fluxo de água necessário para atuar em emergências.

Veja também: Guia Completo de Proteção Contra Incêndio na Construção Civil: Medidas Essenciais e Melhores Práticas

Materiais e certificações das caixas de incêndio

As caixas de incêndio podem ser fabricadas em aço carbono, aço galvanizado, chapa metálica ou policarbonato, dependendo da aplicação e do ambiente. É fundamental que o material escolhido ofereça resistência a impactos, corrosão e intempéries, garantindo durabilidade mesmo em condições adversas.

Além disso, é essencial que as caixas possuam certificação ABNT e homologação INMETRO, assegurando que atendem a todas as normas técnicas e padrões de segurança. Produtos certificados garantem integridade estrutural e confiabilidade em situações críticas, reduzindo riscos de falhas durante o combate a incêndios.

Critérios para escolher a caixa de incêndio adequada

Escolher a caixa de incêndio correta envolve analisar vários critérios técnicos e práticos. O volume interno deve ser suficiente para acomodar o tipo e comprimento da mangueira, além de permitir fácil acesso aos acessórios.

A localização e acessibilidade também são determinantes: a caixa precisa estar visível e instalada a uma altura adequada, garantindo que qualquer pessoa treinada ou brigadista consiga utilizá-la rapidamente.

Outro ponto importante é considerar as condições do ambiente, como exposição ao sol, umidade ou tráfego intenso, pois esses fatores influenciam a durabilidade e manutenção do equipamento. Por fim, é necessário garantir compatibilidade com sistemas de incêndio existentes, como hidrantes e esguichos, assegurando que a integração seja perfeita e que o tempo de resposta não seja comprometido.

Manutenção e inspeção das caixas de incêndio

Para garantir que a caixa de incêndio funcione quando necessário, é imprescindível realizar inspeções periódicas. Isso inclui verificar a integridade da mangueira, do registro e do esguicho, além de limpar o compartimento e checar sinais de ferrugem ou danos no corpo da caixa.

Testes de pressão da mangueira e verificações de funcionamento do equipamento devem ser realizados conforme ABNT NBR 13714 e NBR 15808. Manter um registro detalhado da manutenção ajuda a comprovar a conformidade e facilita auditorias ou vistorias do Corpo de Bombeiros, garantindo que o sistema esteja sempre em condições de operação.

Leia também: Descubra quais são os 5 tipos de mangueiras de incêndio

Boas práticas de instalação e operação

A instalação correta da caixa de incêndio é tão importante quanto a manutenção. A altura recomendada deve permitir fácil acesso sem comprometer a segurança do usuário. A fixação deve ser firme, evitando que a caixa se solte ou tombe durante o uso.

A identificação visual clara por meio de placas, sinalização e cores padronizadas ajuda na rápida localização em emergências. Além disso, é essencial treinar brigadas e usuários para o manuseio correto do equipamento, garantindo uma resposta ágil e eficiente em qualquer situação.

As caixas de incêndio são componentes indispensáveis para a segurança de edifícios e áreas industriais. Escolher o tipo correto, o material adequado e garantir manutenção periódica são medidas que asseguram que o sistema de combate a incêndio funcione com eficiência e confiabilidade.

Mais do que cumprir normas, investir em caixas de incêndio de qualidade protege vidas, patrimônios e assegura que qualquer emergência possa ser atendida de forma rápida e segura.

Na Quality Tubos, você encontra caixas de incêndio em modelos de embutir, sobrepor e dupla, com certificação ABNT e homologação INMETRO. Garanta segurança, durabilidade e eficiência para sua rede de combate a incêndio. Visite a nossa loja e conheça nossos produtos!